O presidente da entidade, Edmilson Iareski, argumentou, na Câmara, sobre a importância das estruturas para atrair investimentos, mediante ajustes no orçamento.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Edmilson Iareski, defendeu a criação de uma agência de desenvolvimento econômico e de um instituto de planejamento para atrair investimentos e contribuir para nortear o crescimento da cidade. As estruturas, argumentou, poderiam ser instituídas sem aumento de gastos, mediante remanejamento do orçamento.
A proposta foi apresentada pelo dirigente empresarial na tribuna da Câmara Municipal no último dia 26. Agentes públicos e representantes da sociedade civil e da comunidade participaram de audiência pública para a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2027) do município.
Em sua propositura, Edmilson Iareski enfatizou que a agência de desenvolvimento e o instituto de planejamento deveriam integrar a estrutura municipal já existente, operando com o apoio e a parceria da iniciativa privada. As novas estruturas seriam voltadas para a elaboração de projetos estratégicos, a fim de robustecer a captação de recursos estaduais e federais, assim como de investimentos empresariais.
“Criando formas de desenvolver o setor econômico, nós aumentamos a arrecadação do município sem elevar a cobrança de impostos de empresários e da população”, salientou. “A ACIFI dispõe de um estudo, a partir de fontes oficiais, que mapeou os setores da cidade com potencial para investimentos e expansão. É um norte para empreendedores e investidores”, contextualizou.
“Esses são subsídios de que já dispomos e que poderiam ser aproveitados por uma agência de desenvolvimento econômico, articulando estudos técnicos e a atuação empresarial da cidade, a fim de adotarmos decisões e soluções mais assertivas em prol do crescimento iguaçuense, do aumento da renda e da geração de novas oportunidades”, pontuou Edmilson Iareski.
Instituto de planejamento
Já o órgão para a formulação de diretrizes estratégicas, defendido pelo presidente da ACIFI, seria baseado na experiência de outras cidades paranaenses, como o Instituto de Planejamento de Cascavel. Ele funciona como uma estrutura paralela à Secretaria de Obras, sem substituí-la; pelo contrário, complementando-a.
“O instituto de planejamento de Foz do Iguaçu teria o papel de identificar os gargalos e as necessidades de obras estruturantes para o desenvolvimento da cidade, elaborar esses projetos e captar recursos e investimentos”, expôs Edmilson Iareski. “Sem projetos, não há recursos”, ressaltou.

