Dados coletados e sistematizados pela instituição de ensino superior contribuem para a integração, atração de investimentos e formulação de políticas públicas.
Mais de cem horas ininterruptas de trabalho, 200 voluntários mobilizados e quatro relatórios com dados completos sobre o fluxo de pessoas e veículos nas Três Fronteiras. Esse é o resultado da pesquisa realizada pelo Centro Universitário UDC nas pontes internacionais do Brasil com a Argentina e o Paraguai.
São números que impressionam e demonstram a força da economia fronteiriça, especialmente em Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Para a ACIFI, a UDC contribui significativamente para a integração, atração de novos investimentos e execução de políticas públicas ao produzir e disponibilizar informações sobre a dinâmica da região trinacional.
A instituição de ensino entregou oficialmente a Pesquisa das Pontes Internacionais da Tríplice Fronteira 2024 nessa quinta-feira, 28, em evento realizado na Receita Federal. Participaram representantes do poder público, do setor privado e da sociedade civil. À frente desse trabalho há mais de duas décadas, o professor doutor Fábio Prado, pró-reitor da UDC, apresentou em detalhes os resultados.
Na Ponte Internacional da Amizade, entre Brasil e Paraguai, o fluxo diário médio de veículos foi de 43.358, e 93.095 pessoas passaram pela via.
Na Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Brasil e Argentina, a média diária foi de 10.119 veículos e 33.298 pessoas.
Representando a ACIFI no evento, o diretor de Comércio Internacional e empresário do ramo aduaneiro, Mario Camargo, afirmou que os dados da pesquisa são indispensáveis para a tomada de decisões, tanto no setor público quanto no privado. “Se hoje temos dados exatos e a certeza de números confiáveis para tomarmos decisões, é graças à UDC”, destacou.
Idealizador da pesquisa ainda durante sua graduação, há mais de 20 anos, Dr. Fábio Prado frisou que o diagnóstico é feito a partir das necessidades e demandas dos órgãos e instituições que atuam na fronteira. “O resultado mostra que temos um fluxo fantástico, que reflete diretamente na economia da nossa região”, sublinhou.
A pesquisa completa pode ser acessada em: udc.edu.br.